As pessoas fartam-se do que as faz sofrer. Se puderem, vão evitar problemas. O ponto é: e se formos nós o problema? Nesse caso é fácil encontrar dois desfechos.
No primeiro (e vou ser simpático no primeiro, até porque não há necessidade de ser pessimista e depressivo logo no começo) o problema deixa de o ser, as pessoas apercebem-se do que fazem, amadurecem, crescem, perdoam, se for caso disso, e, quem sabe, até esquecem. Numa segunda perspectiva (não tão simpática, menos colorida e optimista, aliás, há quem a chame de realista, sendo que aqui não será feito esse tipo de juízos) o problema adensa-se, as pessoas não se enxergam, não vêm em si o problema e transportam-no para o outro (o que quer que este seja).
Bem, tudo muito interessante. O problema é objectivo? Não! Depende do sujeito, para ti o problema sou eu, para mim és tu (deixa lá, é mútuo). E é este pormenor que torna a situação instável e precária. Isto porque, normalmente, uma das pessoas tem mais razão que outra, uma das pessoas é, de facto, o maior dos problemas. Pois... e quem é que a convence disso?!
Tem piada que o perdão acaba por estar sempre embrulhado neste assunto: ou o problema é perdoado e deixa de o ser, ou perdoa e seja o que Deus quiser. Mas nem isto é linear. "Porque raio sou perdoado se não fiz nada?". E nem sempre perdoar tem um desfecho imprevisível, muitas vezes é até muito previsível...
Conclusão: Não sejas um problema, mais tarde ou mais cedo (se tudo correr bem, ou mal) dão cabo de ti.