Palavras Soltas
Palavras Soltas são aquelas que aparecem e sobre as quais não se pensa, são momentos que fluem através da escrita, palvras que mostram aquilo que verdadeiramente sentimos. Por essa razão este blog não tem tema, porque o tema é tudo e, ao mesmo tempo, nada em concreto. Muita música, observações, críticas, pensamentos e, principalmente, o que se sente a cada momento que passa... Stay Tuned!
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Desabafo de uma Mente Amiga
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
By your side
Like a river to the sea.
Just let me hold you,
I swear I won’t try to control you.
Nobody’s perfect ,
Neither you nor I,
I’m trying to comfort you
Just don’t be sad, smile
And you’ll make my life worthwhile.
You think this is gay but you’ll like it.
I can’t be silent, sorry,
Since the mouth can’t say it
The heart sure will…
You triggered this,
Don’t you regret it
Cause we’ll be here to face it
I don’t want to become repetitive
Nor to sound very poetic
I’ll just say: I love you
sábado, 13 de agosto de 2011
Amor
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Faraway, so close!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Problema
domingo, 12 de setembro de 2010
Ignorância
Sei porquê mas não quero,
Quero mas não consigo,
Consigo mas tenho medo.
Sabes e não queres,
Ou queres e não sabes?
Então e se:
Um medo que não me é estranho,
Que nunca pensei ver em ti.
Agora vejo:
És forte mas implacavelmente frágil.
E eu?
Sinceramente não sei.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Pontos de Vista
Gosto de acreditar que não, mas talvez esse seja o problema de muitos: pensarem que fazem e "vêem" o que está certo e da melhor maneira, quando na verdade mais parece que não vêem nada ou que vêem um mundo paralelo, diferente do nosso. Seria caso para lhes pagar uma ida ao oftalmologista, mas lá está, não é este o problema. O facto é que somos complexos e aqui não há pontos de qualquer natureza que o possam negar.
Noite / Luz
Confusão de vultos imperceptíveis,
Arremesso de opiniões infundadas,
Fragmentos perdidos, dispersos, incompreendidos...
Não sei onde estás,
Não te vejo, não te oiço,
Nada em mim reage a esta falta de impulsos.
Preciso sentir-te!
Apareces.
E contigo uma luz,
Uma luz límpida e cintilante,
Uma luz efémera e inebriante
Mas onde estavas?
Estavas onde estou.
Desaparecido na noite,
Neste emaranhado de emoções
Que és tu,
Que sou eu,
(Que somos nós...)
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Medo
Não damos o devido valor às coisas, mas isso todos sabemos, é a mesma "lenga lenga" do costume: "só vais dar pela falta do que perdeste, quando não o tiveres", o pior de tudo é que (na maioria das vezes) é verdade (até porque se perdemos é porque já não temos). Parece que nessa altura se liga um mecanismo, um leão adormecido que, de repente, já consegue rugir.
E porquê tanta preocupação com o que aí vem? Porque é que tudo se tem de centrar no futuro? Porque é que não podemos seguir o "carpe diem" e temos de viver em constante sobressalto. Não me digam que é impossível não nos preocuparmos por um instante, sem barreiras, estar livre e voar, tirar os pés do chão, sentirmo-nos leves.
É inevitável uma preocupação, nada menos que um medo disfarçado. Afinal de contas é disso que se trata. Vivemos todos com medo(s), todos diferentes, mas todos iguais na sua essência. Medo, receio, preocupação, mau pressentimento, "acho que não devo", "é melhor não", "não" e o próprio "sim". É uma palavra e governa-nos, tornamo-nos irracionais, guiamo-nos por ela e não vivemos, vemos viver e não nos apercebemos. Quanto mais vai demorar até não termos medo?
Precisamos de aproveitar o presente, vivê-lo, encher as páginas à medida que escrevemos, sem medo das que aí vêm e sem medo de não gostar do que se escreve... Podemos sempre arrancar uma folha, no entanto não faz sentido fazê-lo sem a escrever. Também não nos podemos dar ao luxo de arrancar muitas... cada vez ficamos com menos, e depois, onde escrevemos? Pior do que ter medo das páginas brancas é vê-las a chegar ao fim.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
"Olha que parece mal!"
Uma pessoa não pode ir de calções para um determinado sítio porque fica mal, não se podem debater determinados assuntos em frente a determinadas pessoas (os chamados tabus) porque também fica mal... Enfim, mais vale parecer tudo bem e estar tudo mal, do que alguém ter a percepção de que nem tudo está bem e estar tudo menos mal. É um bocado triste pensarmos que deixamos de fazer coisas pelo que vai parecer se o fizermos. É um bocado triste vivermos numa democracia e termos as acções censuradas, não por um lápis azul, mas pelo "parece mal" e pelo "olha o que os outros vão pensar". Claro que esta censura afecta uns mais que outros: afecta mais aqueles que, por natureza, são mais "afectados".
Dá vontade de ir de calções, onde não se "deve", falar do que não se "deve", com quem não se "deve" e, claro, fazer o que não se "deve". Obviamente, não podemos viver numa selva sem princípios e não é disso que se está a falar. O que está em causa é a ausência de verdadeiros princípios e a sua substituição por livros de etiqueta da Sra. doutora Paula Bobone (exemplificando).
Se podemos fazer o que queremos (censurando-nos a nós próprios dentro do que são os nossos princípios e não os pseudo princípios instaurados por uma sociedade superficial) porque razão temos de ouvir as barbaridades que nos dizem e deixar de o fazer?
"Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos."
José Luis Peixoto in Uma casa na escuridão
"Don't ever let your mind stop you from having a good time!"
terça-feira, 31 de agosto de 2010
"Quem fez isto?"
É nesta altura que ficamos espantados [com o que escrevemos/fazemos] e perguntamos: de onde veio isto? como fui capaz? porque fiz? vou fazer outra vez? Temos de dominar o espanto e em vez de duvidar das nossas capacidades (no fundo é disso que se trata) temos de acreditar e perceber que sempre fomos assim e só agora o descobrimos.
Mas afinal, domamos a fera e apreendemos os "skills" tornando-nos, supostamente, melhores que os nossos "eus" anteriores, ou são só efeitos esporádicos que não conseguimos controlar de tão selvagens que são? Ter todas as respostas nunca teve piada, mas aqui que ninguém nos ouve posso dar uma resposta: depende!
sábado, 28 de agosto de 2010
Cegueira (in)voluntária?
José Saramago, in Ensaio sobre a cegueira
Como podemos chegar a este ponto? Como podemos perder a dignidade e lutar como animais por um território que não é de ninguém e se espera que seja de todos? Estamos cegos e o pior é que, de facto, vemos. Não é preciso pensarmos no "campo de refugiados" descrito acima, já que, no decorrer do dia damos por nós em situações que não achamos serem possíveis (e não é por isso que deixam de acontecer): Uma senhora que pede que lhe arranjem a sombra que está avariada (e, por isso, se desloca); resíduos de uma obra a serem "libertados", livremente, no mar; um senhor que se acha no direito de tirar a vida a outros porque sim... Enfim, uma cegueira (quase) generalizada que põe em perigo a "classe" humana (a qualquer altura a fronteira entre o animal e o homem deixa de existir).
Mas há esperança! Esta reside naqueles (poucos) que vêem, que podem guiar os restantes, mostrando-lhes o caminho. Naqueles que, olhando, vêem e não finjem que não o fazem, que se incomodam, que não se conformam e que reajem.
Os mais cépticos dizem que não é uma pessoa que faz a diferença, resta saber se têm razão.
Vale a pena ser cego e viver com um pé na cara, ou reagir a partir do momento em que o cheiro começa a incomodar?
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Ar Fresco
Estou a olhar fixamente para ti e nada me vem à cabeça, excepto aquilo que veio e rapidamente foi embora, tal é a lentidão de raciocínio. Pensar que em tempos a confusão era tanta, não havia nada na cabeça por não haver tempo, agora, que há tempo, não dá vontade de pensar sequer.
Queixava-me da janela fechada. Abriram-na. E agora? Agora não sei o que fazer com isso. Ainda bem, fico contente. Fico contente por finalmente não me sentir pressionado por tanto e por nada! A lufada de ar fresco chegou e com ela outros sentimentos, outras liberdades, outras confusões, não menos confusas, mas outras. A Espada desapareceu, as paredes permanecem é certo, mas a claustrofobia parece diminuir com o tempo. Até as paredes parecem desaparecer no meio deste renascimento em que me encontro. Já não me sinto entre quatro paredes, pelo menos num dos sentidos da palavra. Agora estou diante de um campo aberto, à espera que o atravessem, que corram, que saltem, que gritem, que riam, que chorem, que discutam, que sejam felizes...
É tudo isto que sinto, uma revolução, um sentir (diferente do pensar de antes) que não consegue ficar fechado sobre si próprio, um sentir que tem de ser isso mesmo: livre, vivo, irreverente, intenso e, acima de tudo, sentido.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Saudades
Embora seja responsável por uma revolução interior, não é necessariamente algo de mau. Fico contente ao saber que sinto saudade e que a sentem por mim, quer dizer que sinto falta de alguém (existe alguém com quem estou feliz) e que essa falta pode ser recíproca. Para existir tal sentimento, alguma marca tem de ter sido deixada. Nesse caso, neste momento, não devo ter espaço para mais marcas. É como um sufoco, o coração apertado, os olhos avermelhados... uma constante que persegue e dificulta a nossa existência e ao mesmo tempo a facilita (para existir algo de bom aconteceu antes).
Sinto falta do "olá", do "até já", coisas simples que tenho onde estou, mas que, por virem de outras pessoas, não significam o mesmo. Não que o destas novas pessoas não seja bom, mas porque o das outras o era e deixou de o ser porque desapareceu. Pior se torna quando pensamos nas conversas, nos abraços, nos aconchegos, num verão mágico num local paradisíaco que chegou ao fim.
A todos o que sentem o que sinto e lêem o que escrevo, boa sorte.
(Uma música que canaliza este sentimento, em mim, neste momento)
A ilusao de querer e poder
Passamos a nossa infância a ouvir, a ler e a tentar perceber esta pergunta. Quando a percebemos deixa de ser fácil a resposta. Afinal é nessa altura que sentimos a responsabilidade da decisão que temos de tomar e damos por nós a pensar "O que queres ser quando fores grande?". A pergunta altera-se: "O que quero ser, o que quero fazer?".
O mais engraçado é que passamos grande parte da nossa existência a pensar em como responder a uma questão que está, à partida, mal construída. Eu querer quero muita coisa, o problema, às vezes, é saber o quê. Mesmo assim, não é neste ponto que surge o erro estrutural. O que eu quero ser pode ser uma enorme barbaridade. Assim, não só temos de pensar no que queremos ser, como também naquilo que podemos, de facto, ser. A outros menos certos de si, mais preocupados com o ruído exterior do que o impulso interior, acresce ainda a preocupação com o que os outros idealizam acerca do seu futuro.
Imaginando que não perdemos o nosso tempo com o erro enunciado, como podemos responder a esta pergunta com algum grau de certeza?
Será a pergunta uma ilusão ou é a resposta que o é?
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Definitely, Maybe
"The human heart has hidden treasures, in secret kept, in silence sealed. The thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures whose charms were broken if revealed".
Todos temos os nossos segredos, somos incapazes de viver sem eles. Funcionam como máscaras, essas, vão mudando ao longo do dia, somos vários num só. A diversidade unificada que daqui advém está guardada no segredo mais íntimo que alguma vez nos será entregue (não podemos escolher se o aceitamos ou não, não nos é perguntado, e este é nosso, não é de mais ninguém).
Podemos ser hipócritas e pensar/verbalizar que nunca nos "retocamos" em determinadas situações diárias, que nada se altera independentemente do que acontece ou está para acontecer. De facto, ao retirarmos a mascára e disponibilizarmos todos os detalhes, por vezes, o encanto é destruído. Mas tal coisa pode não acontecer. Quando conseguimos estar "nus" perante alguém, sem qualquer retoque, sem qualquer alteração forçada, sem qualquer tentativa de causar uma boa impressão pelo que não somos, é sinal de que algo está bem. Isso seria tanto melhor se fosse verificado nos dois lados da equação, se esse alguém sentisse o mesmo e se abrisse como nós o fazemos.
Poderiam os pensamentos, as esperanças, os prazeres ganhar encanto se revelados?
Definitely, Maybe.
terça-feira, 22 de junho de 2010
P.S. I love you
The truth is: "Kissing you will be the end of life as I know it"
Mesmo sabendo que não é assim que as coisas se processam, tem de existir esperança de que um dia há-de ser assim.
Quase fazia sentido. Resumia-se ao seguinte: façam sempre o mesmo que um dia conseguem. Mas não, o que se pretende é: acreditem que um dia vão conseguir.
Hoje sei o quero, assim como ontem e provavelmente amanhã. Ela não.
P.S. I love you
domingo, 20 de junho de 2010
Tu
Porquê não sei, mas sei que serás.
És tudo o que sempre quis,
Mas Tu nunca percebeste, ou fingiste?
És a perfeição impossível de atingir.
És a beleza que não existe e se centra em ti.
Em duas palavras: és Tu!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Quatro Paredes
Entre quatro paredes, à espera, esperando por um olhar, por um sentimento que arraste este pensar para longe, por uma janela que se abre e nunca mais torne a fechar. Afinal o que falta é a janela, por favor, alguém que a abra...
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Feliz Natal?
Esperamos por esta altura para dizermos tudo o que quisemos dizer ao longo do ano. Infelizmente funcionamos assim, esperamos pela suposta altura do amor, da paz e da alegria para superar as tristezas que ao longo do ano nos atormentaram. Por momentos esquecemos a realidade e entramos no frenesi do Natal, do consumismo irracional em que esta sociedade o tornou. Afinal de contas o que é o Natal? Se perguntarmos aos mais novos a resposta mais provável deve ser: “É quando o pai natal traz os presentes”. Se nem sabemos ao certo o que é porquê o misticismo?
Realmente, Natal é todos os dias, é pena não pensarmos assim o resto do ano… Temos de chegar a meados de dezembro para, de facto, o entendermos.
Mesmo assim, não fujo à regra, esta época (igual às outras) dá para pensarmos (ninguém ultrapassa a ilusão do Natal) no que fizemos e não queríamos ter feito, no que dissemos e não queríamos ter dito… É impossível estar junto das pessoas “afectadas” pelo “espírito natalício” e não sofrer as suas consequências. É um bocado como a gripe e esses afins que são inventados com o passar do tempo, vai-se espalhando.
Se for preciso, nestes dias, esquecemos a “crise”, os palhaços e a desgraça em que este país está a mergulhar, mas tudo isto faz parte do espírito, é normal.
Natal é acordar de manhã e pensar, estamos quase no Natal, vou ajudar a vizinha, estamos quase no Natal, vou comprar uma prenda para a mãe, estamos quase no Natal, vou ligar a um amigo que não vejo precisamente desde o Natal anterior… podia continuar, tudo isto é normal, mas atenção, só no Natal!
Visto desta maneira não parece a mesma coisa, parece simplesmente uma invenção. Qualquer dia é fácil de equipará-lo ao dia-dos-namorados ou coisa que o valha.
É fácil perceber que alguns não gostem desta “época”, que, mesmo sendo igual às outras, tem um nome especial, é definida como época e tem espírito próprio. Percebe-se. É quase como dizer que Fevereiro é mais importante que Março porque tem espírito e tal…
Enfim, às vezes tem piada pensar nestas coisas, porque não?
A todos os que lerem,
Bom fim de ano e que o próximo seja melhor que este, sim estamos quase em 2010 e falta pouco para as pessoas ultrapassarem a letargia natalícia.
Afinal de contas também foi preciso chegar ao Natal para escrever qualquer coisa...
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Happiness
É engraçado pensar nisto desta forma, tudo o que há de bom neste mundo não é suficiente para fazer as pessoas esquecerem, nem que por momentos o que há de mau. Aliás, muitas das vezes criam-se situações menos agradáveis por mero descuido e pelo facto de não pensarmos no que temos e na vida óptima que vivemos.
Eu cá não me queixo, ou quando o faço, tenho de me incluir nas pessoas que por momentos não pensam...
Resta perguntar: Será a depressão uma doença racional?
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Wide awake
Aqueles que marcam a diferença são os que não se conformam, aqueles que em tudo o que fazem transparecem a ideia da mudança que tanto anseiam...
"I'm wide awake, I'm not sleeping..."