Queixava-me porque não escrevia. Agora queixo-me porque escrevo. Quando dói escreve-se mais facilmente, é chato. Não quero discutir a ausência de posts mas sim a ausência de outra coisa, coisa essa tão mais importante que faz com que a relevância de um post seja aproximadamente zero (a não ser que o post seja sobre ela).
Uma pessoa apaixonada é perigosa, está necessariamente dependente de outra. Tudo o que faz acaba por tender para a pessoa sobre a qual recai a tal paixão, o tal amor (e não são precisos ímans, ou eles estão lá e não os vemos?). Dizem que o amor é lindo, mas não sabem o que dizem, aliás muito é dito e pouco é pensado. Não que o amor não seja lindo não me interpretem mal. Mas se o queremos qualificar não podemos parar por aí: ele é perverso, complicado, imprevisível, instável...
Mas esperem, o problema não está no amor em si, está na relação que se estabelece à volta dele. Nós deformamos tudo, é inevitável. Apesar disso, o pior é quando nos tiram a pessoa, acaba-se a relação e ficamos só com amor em estado bruto, sem deformações. E digo que é o pior porque a ele junta-se a ansiedade, a saudade, o medo, a dor... Um estrangulamento interno que não conseguimos parar e pedimos a quem o consegue que pare (por favor!)
Entretanto os olhos ficam vermelhos, a voz embargada e o coração apertado e nós, nós só queremos uma coisa... Agora tenho quase a certeza que não há ímans. Se existissem não estava a escrever.
Isto para dizer que te amo. Agora ouve...
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