sexta-feira, 25 de junho de 2010

Definitely, Maybe

Mais um filme, mais uma história. Um filme que vai encontrar uma citação de Charlotte Brontë, da obra Jane Eyre:

"The human heart has hidden treasures, in secret kept, in silence sealed. The thoughts, the hopes, the dreams, the pleasures whose charms were broken if revealed".

Todos temos os nossos segredos, somos incapazes de viver sem eles. Funcionam como máscaras, essas, vão mudando ao longo do dia, somos vários num só. A diversidade unificada que daqui advém está guardada no segredo mais íntimo que alguma vez nos será entregue (não podemos escolher se o aceitamos ou não, não nos é perguntado, e este é nosso, não é de mais ninguém).

Podemos ser hipócritas e pensar/verbalizar que nunca nos "retocamos" em determinadas situações diárias, que nada se altera independentemente do que acontece ou está para acontecer. De facto, ao retirarmos a mascára e disponibilizarmos todos os detalhes, por vezes, o encanto é destruído. Mas tal coisa pode não acontecer. Quando conseguimos estar "nus" perante alguém, sem qualquer retoque, sem qualquer alteração forçada, sem qualquer tentativa de causar uma boa impressão pelo que não somos, é sinal de que algo está bem. Isso seria tanto melhor se fosse verificado nos dois lados da equação, se esse alguém sentisse o mesmo e se abrisse como nós o fazemos.

Poderiam os pensamentos, as esperanças, os prazeres ganhar encanto se revelados?

Definitely, Maybe.


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