Passamos a nossa infância a ouvir, a ler e a tentar perceber esta pergunta. Quando a percebemos deixa de ser fácil a resposta. Afinal é nessa altura que sentimos a responsabilidade da decisão que temos de tomar e damos por nós a pensar "O que queres ser quando fores grande?". A pergunta altera-se: "O que quero ser, o que quero fazer?".
O mais engraçado é que passamos grande parte da nossa existência a pensar em como responder a uma questão que está, à partida, mal construída. Eu querer quero muita coisa, o problema, às vezes, é saber o quê. Mesmo assim, não é neste ponto que surge o erro estrutural. O que eu quero ser pode ser uma enorme barbaridade. Assim, não só temos de pensar no que queremos ser, como também naquilo que podemos, de facto, ser. A outros menos certos de si, mais preocupados com o ruído exterior do que o impulso interior, acresce ainda a preocupação com o que os outros idealizam acerca do seu futuro.
Imaginando que não perdemos o nosso tempo com o erro enunciado, como podemos responder a esta pergunta com algum grau de certeza?
Será a pergunta uma ilusão ou é a resposta que o é?
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