As páginas em branco são assustadoras, mas são as irremediavelmente preenchidas que têm razão para o ser. Preocupamo-nos demais com o que está para vir e não nos apercebemos do que deixámos passar, no que há de importante à nossa volta que se desvanece do presente e se torna passado.
Não damos o devido valor às coisas, mas isso todos sabemos, é a mesma "lenga lenga" do costume: "só vais dar pela falta do que perdeste, quando não o tiveres", o pior de tudo é que (na maioria das vezes) é verdade (até porque se perdemos é porque já não temos). Parece que nessa altura se liga um mecanismo, um leão adormecido que, de repente, já consegue rugir.
E porquê tanta preocupação com o que aí vem? Porque é que tudo se tem de centrar no futuro? Porque é que não podemos seguir o "carpe diem" e temos de viver em constante sobressalto. Não me digam que é impossível não nos preocuparmos por um instante, sem barreiras, estar livre e voar, tirar os pés do chão, sentirmo-nos leves.
É inevitável uma preocupação, nada menos que um medo disfarçado. Afinal de contas é disso que se trata. Vivemos todos com medo(s), todos diferentes, mas todos iguais na sua essência. Medo, receio, preocupação, mau pressentimento, "acho que não devo", "é melhor não", "não" e o próprio "sim". É uma palavra e governa-nos, tornamo-nos irracionais, guiamo-nos por ela e não vivemos, vemos viver e não nos apercebemos. Quanto mais vai demorar até não termos medo?
Precisamos de aproveitar o presente, vivê-lo, encher as páginas à medida que escrevemos, sem medo das que aí vêm e sem medo de não gostar do que se escreve... Podemos sempre arrancar uma folha, no entanto não faz sentido fazê-lo sem a escrever. Também não nos podemos dar ao luxo de arrancar muitas... cada vez ficamos com menos, e depois, onde escrevemos? Pior do que ter medo das páginas brancas é vê-las a chegar ao fim.
Não damos o devido valor às coisas, mas isso todos sabemos, é a mesma "lenga lenga" do costume: "só vais dar pela falta do que perdeste, quando não o tiveres", o pior de tudo é que (na maioria das vezes) é verdade (até porque se perdemos é porque já não temos). Parece que nessa altura se liga um mecanismo, um leão adormecido que, de repente, já consegue rugir.
E porquê tanta preocupação com o que aí vem? Porque é que tudo se tem de centrar no futuro? Porque é que não podemos seguir o "carpe diem" e temos de viver em constante sobressalto. Não me digam que é impossível não nos preocuparmos por um instante, sem barreiras, estar livre e voar, tirar os pés do chão, sentirmo-nos leves.
É inevitável uma preocupação, nada menos que um medo disfarçado. Afinal de contas é disso que se trata. Vivemos todos com medo(s), todos diferentes, mas todos iguais na sua essência. Medo, receio, preocupação, mau pressentimento, "acho que não devo", "é melhor não", "não" e o próprio "sim". É uma palavra e governa-nos, tornamo-nos irracionais, guiamo-nos por ela e não vivemos, vemos viver e não nos apercebemos. Quanto mais vai demorar até não termos medo?
Precisamos de aproveitar o presente, vivê-lo, encher as páginas à medida que escrevemos, sem medo das que aí vêm e sem medo de não gostar do que se escreve... Podemos sempre arrancar uma folha, no entanto não faz sentido fazê-lo sem a escrever. Também não nos podemos dar ao luxo de arrancar muitas... cada vez ficamos com menos, e depois, onde escrevemos? Pior do que ter medo das páginas brancas é vê-las a chegar ao fim.
Lindo !! : )
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