Estou farto do "ai desculpe", do "não podes dizer isso", do "vê lá o que é que fazes", do "não lhe digas isso porque parece mal"... Sinceramente, cada vez mais, fico sem perceber o porquê deste embrulho refinado, atraente e reluzente, quando, na verdade, o que está embrulhado nem é grande coisa (a maioria das vezes). Não se trata de uma máscara que se põe e se tira, ou de um retoque. Estamos perante um viver fútil e de aparências em que todos se preocupam com o que ostentam e esquecem o que são!
Uma pessoa não pode ir de calções para um determinado sítio porque fica mal, não se podem debater determinados assuntos em frente a determinadas pessoas (os chamados tabus) porque também fica mal... Enfim, mais vale parecer tudo bem e estar tudo mal, do que alguém ter a percepção de que nem tudo está bem e estar tudo menos mal. É um bocado triste pensarmos que deixamos de fazer coisas pelo que vai parecer se o fizermos. É um bocado triste vivermos numa democracia e termos as acções censuradas, não por um lápis azul, mas pelo "parece mal" e pelo "olha o que os outros vão pensar". Claro que esta censura afecta uns mais que outros: afecta mais aqueles que, por natureza, são mais "afectados".
Dá vontade de ir de calções, onde não se "deve", falar do que não se "deve", com quem não se "deve" e, claro, fazer o que não se "deve". Obviamente, não podemos viver numa selva sem princípios e não é disso que se está a falar. O que está em causa é a ausência de verdadeiros princípios e a sua substituição por livros de etiqueta da Sra. doutora Paula Bobone (exemplificando).
Se podemos fazer o que queremos (censurando-nos a nós próprios dentro do que são os nossos princípios e não os pseudo princípios instaurados por uma sociedade superficial) porque razão temos de ouvir as barbaridades que nos dizem e deixar de o fazer?
"Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos."
José Luis Peixoto in Uma casa na escuridão
Uma pessoa não pode ir de calções para um determinado sítio porque fica mal, não se podem debater determinados assuntos em frente a determinadas pessoas (os chamados tabus) porque também fica mal... Enfim, mais vale parecer tudo bem e estar tudo mal, do que alguém ter a percepção de que nem tudo está bem e estar tudo menos mal. É um bocado triste pensarmos que deixamos de fazer coisas pelo que vai parecer se o fizermos. É um bocado triste vivermos numa democracia e termos as acções censuradas, não por um lápis azul, mas pelo "parece mal" e pelo "olha o que os outros vão pensar". Claro que esta censura afecta uns mais que outros: afecta mais aqueles que, por natureza, são mais "afectados".
Dá vontade de ir de calções, onde não se "deve", falar do que não se "deve", com quem não se "deve" e, claro, fazer o que não se "deve". Obviamente, não podemos viver numa selva sem princípios e não é disso que se está a falar. O que está em causa é a ausência de verdadeiros princípios e a sua substituição por livros de etiqueta da Sra. doutora Paula Bobone (exemplificando).
Se podemos fazer o que queremos (censurando-nos a nós próprios dentro do que são os nossos princípios e não os pseudo princípios instaurados por uma sociedade superficial) porque razão temos de ouvir as barbaridades que nos dizem e deixar de o fazer?
"Não se deve ter vergonha de se ser feliz por momentos. Não se deve ter vergonha da memória de se ter sido feliz por momentos."
José Luis Peixoto in Uma casa na escuridão
"Don't ever let your mind stop you from having a good time!"
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