(no seguimento de Quatro Paredes)
Estou a olhar fixamente para ti e nada me vem à cabeça, excepto aquilo que veio e rapidamente foi embora, tal é a lentidão de raciocínio. Pensar que em tempos a confusão era tanta, não havia nada na cabeça por não haver tempo, agora, que há tempo, não dá vontade de pensar sequer.
Queixava-me da janela fechada. Abriram-na. E agora? Agora não sei o que fazer com isso. Ainda bem, fico contente. Fico contente por finalmente não me sentir pressionado por tanto e por nada! A lufada de ar fresco chegou e com ela outros sentimentos, outras liberdades, outras confusões, não menos confusas, mas outras. A Espada desapareceu, as paredes permanecem é certo, mas a claustrofobia parece diminuir com o tempo. Até as paredes parecem desaparecer no meio deste renascimento em que me encontro. Já não me sinto entre quatro paredes, pelo menos num dos sentidos da palavra. Agora estou diante de um campo aberto, à espera que o atravessem, que corram, que saltem, que gritem, que riam, que chorem, que discutam, que sejam felizes...
É tudo isto que sinto, uma revolução, um sentir (diferente do pensar de antes) que não consegue ficar fechado sobre si próprio, um sentir que tem de ser isso mesmo: livre, vivo, irreverente, intenso e, acima de tudo, sentido.
Estou a olhar fixamente para ti e nada me vem à cabeça, excepto aquilo que veio e rapidamente foi embora, tal é a lentidão de raciocínio. Pensar que em tempos a confusão era tanta, não havia nada na cabeça por não haver tempo, agora, que há tempo, não dá vontade de pensar sequer.
Queixava-me da janela fechada. Abriram-na. E agora? Agora não sei o que fazer com isso. Ainda bem, fico contente. Fico contente por finalmente não me sentir pressionado por tanto e por nada! A lufada de ar fresco chegou e com ela outros sentimentos, outras liberdades, outras confusões, não menos confusas, mas outras. A Espada desapareceu, as paredes permanecem é certo, mas a claustrofobia parece diminuir com o tempo. Até as paredes parecem desaparecer no meio deste renascimento em que me encontro. Já não me sinto entre quatro paredes, pelo menos num dos sentidos da palavra. Agora estou diante de um campo aberto, à espera que o atravessem, que corram, que saltem, que gritem, que riam, que chorem, que discutam, que sejam felizes...
É tudo isto que sinto, uma revolução, um sentir (diferente do pensar de antes) que não consegue ficar fechado sobre si próprio, um sentir que tem de ser isso mesmo: livre, vivo, irreverente, intenso e, acima de tudo, sentido.
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